domingo, julho 3

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Outlook.com Exibição Ativa
Testemunho - Sebastião Ventury Baptista
00:29:39
Adicionado em 23/10/2015
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Olha só, quem está o púlpito! O Dono do Holocausto, Clinica de Repouso Santa Isabel LTDA, Sebastião Ventury Baptista. Ali os pacientes, internados pelo SUS, não passam de mercadorias. Um mentiroso! um coronel, assassino, cuja única diferença, é que se formou em pediatria, mas que mantém esta masmorra para seu próprio beneficio. Tenho provas fotografadas, do espaço físico, onde são internados os pacientes pelo SUS, do que estou falando. Banheiros, sem portas, sem vaso, ambientes escuro, mau cheiro, camas feitas de cavaletes, duvidam? Peguem o processos de Ana Carolina Cordovil Heiderich Silva! Minha filha, aparece morta no interior desta Masmorra, aos 18 anos, em apenas 08 dias de internação, no dia 04 de dezembro de 2006. Estive neste neste holocausto, para vê-la, no dia 01 Sexta feira, e não me permitiram, alegando que ela estava bem, e que eu voltasse na segunda feira. Voltei, aguardei ansiosa para vê-la..... e o que vi? me entregaram apenas o corpo de uma moça linda, porém, sem vida. que ali entrou, tranquila, ainda me disse que queria voltar pra cantar na igreja...Depois de conversar comigo, o Dr. Silvio Romero de Souza França, não me deixou entrar. Fiquei apreensiva, mas respeitei... Hoje não sou mais aquela, que aceita o que vão me dizendo, os médicos ou, quem quer que seja sem conferir. E se preciso, enfrento de cabeça erguida, não tenho medo de ameaças. Ele abriu processos contra mim, mas não foi feliz..Porém, . infelizmente, ele tem dinheiro para comprar advogados e testemunhas vendidos, ou sobe ameaças, após 8 anos e 10 meses, a juíza Auricelia.... absolve os médicos, e ainda, incluíram uma m´dica, que não consta no prontuário e nem no CNPJ, daquele ano como se ela tivesse assistido minha filha. Este que pregador é um crápula, debochado. etc... Ameaça a todos que tentam atravessar o seu caminho...Uma pessoa fria, calculista, nojenta... Dou fé, do tenho dito...Nercinda Claresminda Heiderich...
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sábado, abril 2

http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2015/05/negros-deficientes-e-mesticos-as.html
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terça-feira, dezembro 29

http://www.cultura.am.gov.br/memorias-da-loucura-nos-ultimos-dias-da-galeria-do-largo/

sábado, setembro 26

O paradoxo da condição humana
Eis aqui, pois, o paradoxo da nossa condição humana: nossa dignidade e nossa depravação. Nós somos igualmente capazes do mais sublime gesto de nobreza e da mais vil crueldade. Num momento podemos comportar-nos como Deus, a cuja imagem fomos criados, para logo depois agirmos como animais, dos quais deveríamos diferir completamente. .."Foram os seres humanos que inventaram os hospitais para cuidar dos doentes, universidades onde se cultiva a sabedoria, assembleias e congressos para o governo justo dos povos, e igrejas onde adorar a Deus. Mas foram eles também que inventaram as câmaras de tortura, os campos de concentração e os arsenais nucleares. Estranho e incrível paradoxo! Nobre e ignóbil, racional e irracional, moral e imoral, divino e animal!"
Jonh Stott
ES: Governo trata organizações de DH como intrusos
  • Nercinda C. Heiderich

Por José Rabelo, Jornal Século Diário


Intrusos. É assim que o governo Paulo Hartung classifica os representantes de organizações de defesa de direitos humanos que vêm ao Estado para apurar as denúncias de violações de direitos que se perpetuam no sistema carcerário do Espírito Santo há mais de uma década. As denúncias, cada vez mais contundentes, mancham a imagem do povo capixaba no Brasil e no mundo.

Nessa sexta-feira (5), não foi diferente. O secretário de Justiça Ângelo Roncalli deu uma ordem expressa para que os representantes da Justiça Global e Conectas, do Conselho Estadual de Direitos Humanos do Espírito Santo (CEDH-ES), do Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra (CDDH-Serra) e da Pastoral do Menor, se retirassem da Penitenciária Feminina de Tucum, em Cariacica.

A comissão legítima, que estava vistoriando os presídios do Estado desde a última quarta-feira (3), foi surpreendida com a determinação truculenta do governo. “Não nos deram explicação alguma, simplesmente pediram que nos retirássemos do interior do presídio poucos minutos após a nossa entrada”, contou a diretora da Justiça Global, Sandra Carvalho.

Sandra Carvalho disse que achou a determinação estranha, pois a comissão já havia visitado, nos dias anteriores, os DPJs de Cariacica e Vila Velha, o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cariacica e a Unidade de Internação Socioeducativa (UNIS), no mesmo município.

O presidente do CEDH-ES, Bruno Souza, declarou ao site da Justiça Global (www.global.org.br) que a expulsão reflete a falta de diálogo e de transparência com que o governo do Espírito Santo trata a questão do sistema prisional. “Tentam de todas as formas ocultar as graves violações de direitos humanos que acontecem sistematicamente nas unidades prisionais do estado. Frequentemente, o governo desrespeita decisões judiciais e determinações de organismos internacionais.”

A diretora da Justiça Global, que acompanha as situações de violações de direitos no sistema prisional capixaba há mais de cinco anos, concorda com Bruno Souza. Sandra lembrou que os conselhos e as organizações do Estado sempre foram impedidos de visitar as unidades prisionais, direito que é previsto em lei. Ela também reclama que o governo não tem se colocado aberto para o diálogo.

O advogado da Conectas, Samuel Friedman, que também participou das vistorias, além da expulsão sumária de Tucum, reclamou de outros impedimentos impostos pelo governo do Estado à comissão. “Fomos proibidos de entrar nos presídios com câmeras fotográficas. Assim fica difícil para materializarmos provas sobre as violações”. Friedman disse que a impressão que se tem e de que o governo quer “esconder alguma coisa”.

Mesmo cerceados, os membros da comissão conseguiram fotografar balas de borracha que teriam sido disparadas contra os detentos do CDP de Cariacica e as internas da Penitenciária de Tucum. Os próprios presos conseguiram entregar as balas aos representantes das organizações. Sandra Carvalho acrescentou também que havia marcas de tiros (armas de fogo) nas paredes das unidades que foram disparados de fora para dentro.


Histórico de intolerância

O governo do Estado passou a ser ainda mais intolerante com as organizações e com os conselhos de direitos humanos a partir de abril de 2009, após o ex-presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), Sérgio Salomão Shecaira, produzir um dos relatórios mais contundentes sobre a caótica situação do sistema penitenciário capixaba. À época, Shecaira comparou as “masmorras capixabas” aos campos de concentração nazistas da Segunda Guerra Mundial.

O relatório mobilizou uma verdadeira carreata de comissões de todo o País que queriam comprovar se as atrocidades relatadas por Shecaira não eram exageradas. O relatório, ratificado pelo Conselho Nacional de Justiça e pela Comissão de Direitos da Pessoa Humana da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – só para citar dois exemplos -, foi parar na mesa do procurador geral da República com um pedido de intervenção federal no Estado, tal era a gravidade das violações.

Comprovando mais uma vez a intolerância do governo capixaba para com o diálogo, Shecaira saiu do Estado sem conseguir discutir os problemas de violações de direitos com os secretários da Justiça e da Segurança, respectivamente, Ângelo Roncalli e Rodney Rocha Miranda, que foram refratários aos pedidos de reunião do ex-presidente do CNPCP.

A tropa de choque do governo tratou a visita de Shecaira como perseguição política ao Espírito Santo. Chegaram a dizer coisas absurdas como: “Se fosse com Minas Gerais, que tem um bancada grande, duvido que eles tivessem coragem de pedir intervenção”.Além disso: “bisbilhoteiro, intrometido” e até “aloprado” foram alguns dos impropérios disparados pelas autoridades do governo contra o ex-presidente do CNPCP.

Na queda de braço com Shecaira, o governo Paulo Hartung levou a melhor. Logo após o pedido de intervenção cair na imprensa, o ministro da Justiça, Tarso Genro, saiu em defesa do Espírito Santo e desautorizou o Shecaira ao anunciar que haveria outra saída que não a intervenção para o Estado.

Em agosto do ano passado, Shecaira deixou a presidência do CNPCP alegando que um dos motivos de sua saída era a crise no sistema penitenciário do Espírito Santo. “Infelizmente, o Ministério da Justiça não me deu o respaldo esperado para resolver os problemas no sistema carcerário do Espírito Santo. Não me restou alternativa, a não ser sair”.

A iniciativa de levar os casos de violações de direitos a instâncias internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e Organizações dos Estados Americanos (OEA), está sendo a saída encontrada pelas organizações não-governamentais para manter as denúncias na pauta.

Segundo o advogado Samuel Friedman, a Conectas tem status consultivo no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Friedman explicou que a vinda da Conectas ao Espírito Santo atendia a uma demanda da ONU. “Essa visita é complementar a primeira que fizemos em novembro do ano passado, também em conjunto com a Justiça Global e com os conselhos de direitos humanos do Espírito Santo. Friedman afirmou que, a partir dos novos dados coletados, a comissão vai concluir o relatório e enviá-lo às comissões de Torturas e Execuções Sumárias da ONU e à OEA. Ele disse ainda que o documento, no Brasil, será encaminhado ao CNJ, às comissões de direitos humanos do Senado e da Câmara e inclusive à Procuradoria Geral da República, que continua analisando o pedido de intervenção federal no Estado.

O advogado da Conectas também informou que em março, durante a reunião regular da ONU, em Genebra, as organizações não-governamentais serão ouvidas no Conselho de Direitos Humanos da ONU e os casos de violações no Espírito Santo entrarão na pauta internacional.

O Conselho dos Direitos Humanos da ONU, instituído em março de 2006, é formado por 47 países. Sua criação foi marcada por uma polêmica envolvendo os Estados Unidos, as Ilhas Marshall, Palau, e Israel, países que votaram contra a criação do novo Conselho.

Os Estados Unidos justificaram seu voto contrário alegando que haveria pouco poder envolvido no Conselho e não se conseguiria evitar os abusos contra os direitos humanos que acontecem em todo o mundo.


fonte: Justiça Global

segunda-feira, junho 8

Entenda a 1ª Guerra Mundial em 20 fotos da época


28/07/2014 06h43 - Atualizado em 28/07/2014 16h01

Entenda a 1ª Guerra Mundial em 20 fotos da época

Assassinato de arquiduque serviu de estopim para o confronto bélico.
Primeiro conflito de proporção global deixou 10 milhões de mortos.

Do G1, em São Paulo
Nesta segunda-feira (28), completam-se cem anos do início da 1ª Guerra Mundial (1914-1918). O conflito foi o primeiro a envolver países dos cinco continentes e deixou cerca de 10 milhões de mortos e 20 milhões de feridos, além de resultar na queda de quatro impérios (Russo, Austro-Húngaro, Alemão e Otomano).
Veja abaixo 20 imagens que resumem o que foi a guerra:
Paz Armada
Nos anos que antecederam a 1ª Guerra Mundial, a Europa vivia um clima de rivalidade entre as grandes potências, que disputavam colônias na África e na Ásia, além de territórios dentro do próprio continente.
Em um período chamado de "paz armada" (1871-1914), esses países protagonizaram uma corrida armamentista que aumentava a tensão nas relações internacionais. O continente era um barril de pólvora e bastava uma faísca para que explodisse. O estopim foi um crime político.
Primeira Guerra Mundial: Trabalhadores em uma fábrica de bombas na Inglaterra (Foto: Flickr/IWM Collections)Trabalhadores em uma fábrica de bombas na Inglaterra (Foto: Flickr/IWM Collections)
O estopim
O fato que culminou na 1ª Guerra Mundial foi o assassinato
do arquiduque Francisco Ferdinando, príncipe herdeiro do Império Austro-Húngaro, e de sua mulher, Sofia. Eles foram vítimas de um atentado durante visita a Sarajevo – ato com importante conteúdo político, pois buscava demonstrar o domínio austríaco sobre a região.
O crime aconteceu em 28 de junho de 1914. O autor dos disparos foi Gavrilo Princip, estudante sérvio-bósnio ligado a uma organização nacionalista. Um mês depois, em 28 de julho, o Império Austro-Húngaro declarou guerra à Sérvia, dando início ao confronto.
Francisco Ferdinando e sua mulher, Sofia, deixam a Prefeitura de Sarajevo, em 28 de junho de 1914 (Foto: Reuters/JU Muzej Sarajevo)Francisco Ferdinando e sua mulher, Sofia, deixam a Prefeitura de Sarajevo, em 28 de junho de 1914 (Foto: Reuters/JU Muzej Sarajevo)
Foto não datada mostra o arquiduque Francisco Ferdinando, em primeiro plano, e sua mulher, Sofia, ao fundo, mortos após o atentado a tiros que tirou a vida do casal em Sarajevo (Foto: AP/Arquivo Histórico de Sarajevo)Foto não datada do velório do arquiduque Francisco Ferdinando e de sua mulher, Sofia, mortos em um atentado a tiros em Sarajevo (Foto: AP/Arquivo Histórico de Sarajevo)
O terrorista sérvio Gavrilo Princip, à direita, é preso momentos após matar a tiros Francisco Ferdinando, em Sarajevo (Foto: AP)Prisão de Gavrilo Princip, à direita sem chapéu, momentos após matar o arquiduque (Foto: AP)
Efeito cascata
Diante da declaração de guerra dos austríacos, os russos se mobilizam para ajudar os sérvios, seus "irmãos" eslavos dos Bálcãs. No dia 3 de agosto de 1914, a Alemanha, aliada dos austríacos, declara guerra à França. O exército alemão avança rumo à França.
Por causa da política de alianças, em pouco tempo praticamente toda a Europa está envolvida no conflito. De um lado estavam os países da Tríplice Aliança (Alemanha, Itália e Império Austro-Húngaro) e, do outro, a Tríplice Entente (Reino Unido, França e Rússia).
Em maio de 1915, a Itália, que pertencia à Tríplice Aliança (mas até então estava neutra), declara guerra ao Império Austro-Húngaro e muda de lado, indo a combate do lado da Entente, em troca da promessa de receber territórios.
Apesar de ser um conflito essencialmente europeu, a guerra envolveu os Estados Unidos e o Japão, e as colônias das potências da Europa também foram campos de batalha.
Em outubro de 1917, o Brasil declarou guerra à Alemanha pela mesma razão dos Estados Unidos: meses antes, navios mercantes brasileiros haviam sido afundados por submarinos alemães. Sua participação, porém, foi pequena e teve poucos reflexos na guerra.
Primeira Guerra: Celebração em Berlim da declaração de guerra (Foto: Flickr/The Library of Congress)População celebra em Berlim declaração de guerra (Foto: Flickr/The Library of Congress)
Fronteiras e trincheiras
A primeira fase da guerra foi marcada pela Batalha de Fronteiras. O exército alemão tentava chegar a Paris pelos limites da França com a Alemanha e a Bélgica – até então um país neutro.
Após vencer a resistência das forças belgas, os alemães conseguiram entrar em território francês pela fronteira do país. Em apenas um dia, 22 de agosto de 1914, 27.000 soldados franceses foram mortos, na mais importante perda para as tropas do país. Uma das principais caraterísticas dos confrontos foi o uso de trincheiras – frentes estáticas escondidas em valas cavadas no chão, protegidas por arame farpado.
Primeira Guerra Mundial: soldados alemães defendem trincheira na fronteira com a Bélgica (Foto: U.S National Archives)Soldados alemães defendem trincheira na fronteira com a Bélgica (Foto: U.S National Archives)
Primera Guerra Mundial: Soldados franceses recolhem corpo em cidade da Bélgica (Foto: Flickr/The Library of Congress)Soldados franceses recolhem ferido em cidade da Bélgica, em 1914 (Foto: Flickr/The Library of Congress)
Soldados fezem reparo em trincheira após ataque a bomba. (Foto: Flickr/U.S National Archives)Soldados fazem reparo em trincheira após ataque a bomba (Foto: Flickr/U.S National Archives)
Imagem aérea feita de um avião britânico mostra trincheiras cavadas no Fronte Ocidental, em junho de 1917 (Foto: Reuters/Archive of Modern Conflict London)Imagem aérea feita de um avião britânico mostra trincheiras cavadas na Frente Ocidental, em junho de 1917 (Foto: Reuters/Archive of Modern Conflict London)
Batalhas devastadoras

Foi em território francês que se travaram as principais batalhas da guerra. As mais devastadoras foram as de Verdun e Somme. A primeira durou de fevereiro a dezembro de 1916. O exército francês empenhou todos seus esforços para conter as investidas alemãs no nordeste do país. A batalha terminou com mais de 700.000 baixas.
A segunda começou em julho de 1916 e durou cerca de cinco meses. Os exércitos da França e da Grã-Bretanha investiram contra a linha de defesa alemã na região do Rio Somme, mas não tiveram êxito. Foi o conflito mais letal da guerra, com 1,2 milhão de vítimas – entre mortos e feridos de ambos os lados.
Tropas britânicas avançam durante a Batalha do Somme, em 1916 (Foto: Reuters/Archive of Modern Conflict London)Tropas britânicas avançam durante a Batalha do Somme, em 1916 (Foto: Reuters/Archive of Modern Conflict London)
Soldados observam disparos da artilharia durante a Batalha do Somme, em 1916 (Foto: Reuters/Archive of Modern Conflict London)Soldados observam disparos da artilharia durante a Batalha do Somme, em 1916 (Foto: Reuters/Archive of Modern Conflict London)
Batalhas do Marne
As duas batalhas ocorridas na região do Rio Marne, no leste de Paris, foram decisivas. A primeira, em setembro de 1914, foi a contraofensiva franco-britânica que conteve o avanço das tropas alemãs – que já haviam ocupado parte da Bélgica, invadido a França e se encontravam a menos de 40 km da capital francesa. O general que comandava as tropas recrutou todos os táxis de Paris para levar cerca de 4.000 homens ao fronte.
Dois anos depois, já com os Estados Unidos lutando na guerra no lado da França e da Grã-Bretanha, houve a segunda batalha do Marne, que marcou o início do recuo geral das forças alemãs. Em julho de 1918, com a ajuda dos americanos, os exércitos aliados conseguiram barrar o avanço do exército alemão, em um conflito que causou centenas de milhares de baixas em ambos os lados.
Primeira Guerra Mundial: Tropas francesas nas ruínas de uma catedral perto do Rio Marne em ataque contra os alemães (Foto: Flickr/U.S National Archives) Tropas francesas nas ruínas de uma catedral perto do Rio Marne em ataque contra os alemães (Foto: Flickr/U.S National Archives)
Primeira Guerra Mundial: Munição alemã abandonada na Batalha do Marne  (Foto: Flickr/The Library of Congress)Munição das tropas alemãs abandonada na Batalha do Marne (Foto: Flickr/The Library of Congress)
EUA desequilibram
A entrada dos Estados Unidos na guerra foi determinante para o desfecho do conflito. O país decidiu declarar guerra à Alemanha, em abril de 1917, após ter navios mercantes naufragados ao serem atingidos por submarinos alemães no norte do Oceano Atlântico e também no Mediterrâneo – o que afetava profundamente seus interesses comerciais.
Foi ao lado dos americanos que os países da Entente conseguiram reagir de forma mais efetiva contra as investidas do exército alemão.
Primeira Guerra Mundial: foto de grupo de soldados americanos em material de publicidade de recrutamento (Foto: Flickr/U.S National Archives)Foto de soldados americanos em material de publicidade de recrutamento (Foto: Flickr/U.S National Archives)
Artilharia pesada
A corrida armamentista que precedeu a 1ª Guerra resultou no rápido desenvolvimento da indústria bélica das grandes potências. Durante o confronto, os países usaram armas com poder destrutivo jamais visto na época.
Das baionetas, os exércitos passaram às metralhadoras, frotas de encouraçados, submarinos, tanques de guerra, lança-chamas e gases tóxicos. Os aviões, que antes serviam apenas para observação, começaram a ser usados em bombardeios.
Primeira Gurra Mundial: Exército francês faz disparo com canhão.  (Foto: U.S National Archives)Exército francês faz disparo com imenso canhão de guerra (Foto: Flickr/U.S National Archives)
Primeira Guerra Mundial: capelão faz sermão do cockpit de um avião de guerra (Foto: Flickr/National Library of Scotland)Capelão faz sermão do cockpit de um avião de guerra (Foto: Flickr/National Library of Scotland)
Guerra química
Em 22 de abril de 1915, a Alemanha fez o primeiro grande ataque com uso de gás tóxico, que devastou as linhas inimigas na Bélgica. Os exércitos começaram a usar máscaras para se protegerem dos gases, entre eles o lacrimogêneo e o mostarda.
Soldados americanos posam com máscaras de gás no Laboratório de Desenvolvimento Químico na Filadélfia, nos EUA, em 1919 (Foto: Reuters/Archive of Modern Conflict London)Soldados americanos posam com máscaras de gás no Laboratório de Desenvolvimento Químico na Filadélfia, nos EUA, em 1919 (Foto: Reuters/Archive of Modern Conflict London)
Genocídio armênio
O Império Turco-Otomano, aliado dos alemães, entrou no conflito no final de 1914. Sua derrota fragmentou ainda mais o já fragilizado império, que acabou sendo dissolvido em 1923, quando foi proclamada a República da Turquia.
Foi durante a 1ª Guerra que começou o genocídio armênio pela mão dos turcos, em abril de 1915. Os homens eram levados para o fronte, onde eram mortos enquanto cavavam trincheiras. Crianças, idosos e mulheres eram tirados de suas casas para "caravanas da morte", onde sucumbiam ao frio, à fome e às doenças. Os armênios afirmam que o número de mortos chegou a 1,5 milhão.
Primeira Guerra: Ossada de armênios queimados vivos por soldados turcos em 1915. (Foto: Acervo/The Armenian Genocide Museum-Institute)Ossada de armênios queimados vivos por soldados turcos em 1915 (Foto: Acervo/The Armenian Genocide Museum-Institute)
Revolta e revolução
No contexto da 1ª Guerra começou a Revolta Árabe contra o Império Turco-Otomano, em 1916, com o apoio da Grã-Bretanha. O movimento abriria caminho para uma nação árabe independente.
Em novembro do ano seguinte, oito meses após o czar Nicolau II abdicar, começa a Revolução Russa. Em dezembro, o país assina o armistício com a Alemanha e sai da 1ª Guerra.
Revolução Russa: Soldados fazem demonstração em São Petesburgo em fevereiro de 1917 (Foto: Wikimedia Commons)Soldados fazem demonstração em São Petersburgo em fevereiro de 1917 (Foto: Wikimedia Commons)
Armistícios
Após a Entente começar a dominar as batalhas, o Império Turco-Otomano assina o armistício em outubro de 1918. Em novembro foi a vez do Império Austro-Húngaro, seguido pela Alemanha – que assinou o cessar-fogo em 11 de novembro de 1918, dois dias após o Kaiser Guilherme II abdicar e ser proclamada a República na Alemanha. Após quatro anos, a guerra terminava com 10 milhões de mortos e 20 milhões de feridos.
Estima-se que a 1ª Guerra mobilizou mais de 70 milhões de soldados dos cinco continentes e gerou custos da ordem de 180 bilhões de dólares. O conflito teve ainda 6 milhões de prisioneiros e 10 milhões de refugiados.
Em junho de 1919, é assinado o Tratado de Versalhes, que impôs as condições de paz – as mais duras para a Alemanha. O país perdeu todas as suas colônias, foi desarmado, teve parte de seu território ocupado militarmente e ainda precisou pagar uma pesada indenização pelos custos da guerra.
Tropas marcham em Londre após fim da Primeira Guerra, em 1918 (Foto: Flickr/National Library NZ)Tropas marcham em Londres após assinatura de armistício que deu fim à guerra, em 1918 (Foto: Flickr/National Library NZ)
*Com France Presse

quinta-feira, abril 30

Um poema para Bárbara

Posts tagged Holocausto

Estudo altera data da morte de Anne Frank em campo de concentração nazista

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Morte de Anne Frank teria ocorrido em fevereiro de 1945 e não em março, como se acreditava
Morte de Anne Frank teria ocorrido em fevereiro de 1945 e não em março, como se acreditava
Adolescente judia escreveu diário que tornou-se ícone do holocausto durante Segunda Guerra Mundial
Publicado no Divirta-se
A adolescente judia Anne Frank, que teve seu diário lido por milhões de pessoas, faleceu pelo menos um mês antes da data oficial de sua morte, segundo as conclusões de um novo estudo publicado nesta terça-feira, 31. “A investigação joga nova luz sobre os últimos dias de Anne Frank e de sua irmã Margot”, afirma um comunicado da Casa Anne Frank, divulgado na data de aniversário da morte da famosa adolescente.
“Suas mortes aconteceram em fevereiro de 1945, e não em março”, segundo a instituição. Anne e Margot Frank morreram no campo de Bergen-Belsen entre 1 e 31 de março, informou a Cruz Vermelha na ocasião. As autoridades holandesas adotaram a data de 31 de março.
A família Frank se escondeu em 1942 em um anexo secreto de um edifício da empresa de seu pai, Otto, com o objetivo de escapar dos alemães. A adolescente escreveu no local seu diário, que se tornou um dos relatos mais emblemáticos da ocupação nazista, até que a família foi detida e deportada.
Entre junho de 1942 e agosto de 1944, Anne registrou em diário o cotidiano com sua família judia; textos formaram crônica da vida em um esconderijo improvisado, onde os Frank viviam enquanto eram perseguidos pelo regime nazista
Anne e Margot morreram vítimas de tifo em Bergen-Belsen, com 15 e 19 anos respectivamente. Sua mãe, Edith, faleceu em Auschwitz e o pai, Otto Frank, o único dos oito habitantes do anexo secreto que conseguiu sobreviver ao Holocausto, morreu em 1980 com 91 anos.
O novo estudo examina o trajeto de viagem das duas irmãs, primeiro para Auschwitz-Birkenau e depois para Bergen-Belsen, enquanto os russos avançavam pela frente leste. Os pesquisadores se basearam principalmente em documentos da Cruz Vermelha e do Memorial de Bergen-Belsen, mas também em “diversos relatos de testemunhas e sobreviventes como foi possível”.
De acordo com quatro sobreviventes, Anne e Margot já sofriam de tifo no fim de janeiro. “A maioria das mortes por tifo acontece 12 dias depois do surgimento dos primeiros sintomas”, destacam os investigadores, que citam o Instituto Holandês de Saúde Pública.
Enviadas ao campo de concentração Bergen-Belsen em outubro de 1944, Anne Frank (à direita) e a irmã Margot contraíram tifo e morreram no início do ano seguinte
Enviadas ao campo de concentração Bergen-Belsen em outubro de 1944, Anne Frank (à direita) e a irmã Margot contraíram tifo e morreram no início do ano seguinte

Melhor amiga de Anne Frank foi salva por oficial nazista

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amiga anne frank
A história de como Jacque van Maarsen conseguiu se livrar dos campos de concentração alemães mesmo sendo judia – e toda a sua relação com a amiga, que viria a ser famosa posteriormente por narrar seu cativeiro em Diário de Anne Frank
Giuliander Carpes, no Terra
Durante o período de dominação alemã da Segunda Guerra Mundial, a Holanda enviou 107 mil judeus para campos de concentração. Apenas 5,2 mil sobreviveram. Considerada por Anne Frank sua melhor amiga – conforme está escrito no seu famoso Diário -, Jacqueline van Maarsen só escapou da deportação para um destino semelhante porque seu nome entrou na lista de Hans Georg Calmeyer. À frente da Direção de Administração Interior, o advogado livrou pessoas que não fossem “puramente judias” da perseguição nazista.
Jacqueline é filha de pai judeu holandês e mãe católica francesa. Aos 86 anos, ela não sabia que seu nome constava na famosa lista de Calmeyer – pelo menos 3,7 mil judeus se livraram da morte por causa da intervenção do advogado. Foi alertada para o fato por um pesquisador durante uma palestra na Casa de Anne Frank de Berlim há poucos meses. A entrevista para o Terra em sua casa no sul de Amsterdã foi a primeira que concedeu depois de confirmar a informação.
“Não se sabe ao certo se Calmeyer salvou tantos judeus apenas porque sabia que a Alemanha perderia a guerra, mas de qualquer forma ele o fez. Quando você tinha apenas o pai ou a mãe judeu, ele organizava para que você não fosse considerado judeu”, explica Jacqueline, que perdeu muitos primos e tios por causa da perseguição dos nazistas.
“Eu não acreditei no que esse pesquisador falou logo na primeira vez, mas ele me mostrou um documento onde estavam as assinaturas da minha mãe e do meu pai. Foi esse papel que permitiu que eu não precisasse mais frequentar a escola judia e pudesse não fazer mais parte da comunidade judia à época, o que foi muito difícil porque a comunidade era muito unida e eu gostava da escola. Foi muito estranho saber disso apenas agora quando eu já tenho 86 anos.”
A amizade com Anne Frank
A relação com Anne Frank surgiu antes, quando as duas foram colegas na escola de judeus criada pelos alemães para segregá-los do restante da população. “Os alemães que haviam fugido para a Holanda eram muito unidos e não se misturavam muito com a gente. Mas, no momento que a gente se conheceu, ela deixou um pouco esse grupo (Anne era alemã). Ela era bastante doce comigo”, conta Jacqueline. “Nunca conheci ninguém que gostasse mais de viver do que Anne. Nós estávamos sempre ocupadas fazendo alguma coisa divertida.”
 Jacque van Maarsen mostra as cartas entregues pelo pai, Otto Frank: melhor amiga cumpriu a sua promessa Foto: Giuliander Carpes / Colaboração para o Terra
Jacque van Maarsen mostra as cartas entregues pelo pai, Otto Frank: melhor amiga cumpriu a sua promessa
Foto: Giuliander Carpes / Colaboração para o Terra
Mas, como é normal em qualquer idade, as duas também tinham alguns desentendimentos. “Ela era bastante ciumenta, queria que eu fosse amiga só dela. Algumas vezes ela ficava brava comigo porque eu conversava com outras pessoas”, lembra.
Quando a perseguição aos judeus aumentou, as duas fizeram uma promessa: a primeira que tivesse de fugir dos nazistas (ou que fosse capturada por eles) deixaria uma carta para a outra. Em julho de 1942, a irmã de Anne, Margot, recebeu uma carta que a ordenava a se apresentar para os alemães afim de que fosse levada para um campo de trabalho forçado.
A carta foi o estopim para toda a família Frank se esconder no anexo do prédio da antiga empresa de Otto, pai das duas. Numa tentativa de despistar os nazistas, ele deixou um bilhete avisando que todos teriam fugido para a Suíça.
Impedida pela mãe de dar qualquer pista de seu paradeiro, Anne escreveu, na verdade, mais de uma carta para Jacqueline durante (mais…)