Um Ensaio sobre a vida!
Minhas lágrimas nunca cessarão de rolar.
Mas, eu sei que um dia, Deus exugará deles toda lágrima,
e a morte não mais existirá, já não haverá mais luto, nem
pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.
terça-feira, dezembro 29
sábado, setembro 26
O paradoxo da condição humana
Eis aqui, pois, o paradoxo da nossa condição humana: nossa dignidade e nossa depravação. Nós somos igualmente capazes do mais sublime gesto de nobreza e da mais vil crueldade. Num momento podemos comportar-nos como Deus, a cuja imagem fomos criados, para logo depois agirmos como animais, dos quais deveríamos diferir completamente. .."Foram os seres humanos que inventaram os hospitais para cuidar dos doentes, universidades onde se cultiva a sabedoria, assembleias e congressos para o governo justo dos povos, e igrejas onde adorar a Deus. Mas foram eles também que inventaram as câmaras de tortura, os campos de concentração e os arsenais nucleares. Estranho e incrível paradoxo! Nobre e ignóbil, racional e irracional, moral e imoral, divino e animal!"
Jonh Stott
Eis aqui, pois, o paradoxo da nossa condição humana: nossa dignidade e nossa depravação. Nós somos igualmente capazes do mais sublime gesto de nobreza e da mais vil crueldade. Num momento podemos comportar-nos como Deus, a cuja imagem fomos criados, para logo depois agirmos como animais, dos quais deveríamos diferir completamente. .."Foram os seres humanos que inventaram os hospitais para cuidar dos doentes, universidades onde se cultiva a sabedoria, assembleias e congressos para o governo justo dos povos, e igrejas onde adorar a Deus. Mas foram eles também que inventaram as câmaras de tortura, os campos de concentração e os arsenais nucleares. Estranho e incrível paradoxo! Nobre e ignóbil, racional e irracional, moral e imoral, divino e animal!"
Jonh Stott
ES: Governo trata organizações de DH como intrusos

fonte: Justiça Global
- Nercinda C. Heiderich

Por José Rabelo, Jornal Século Diário
Intrusos.
É assim que o governo Paulo Hartung classifica os representantes de
organizações de defesa de direitos humanos que vêm ao Estado para
apurar as denúncias de violações de direitos que se perpetuam no sistema
carcerário do Espírito Santo há mais de uma década. As denúncias, cada
vez mais contundentes, mancham a imagem do povo capixaba no Brasil e
no mundo.
Nessa
sexta-feira (5), não foi diferente. O secretário de Justiça Ângelo
Roncalli deu uma ordem expressa para que os representantes da Justiça
Global e Conectas, do Conselho Estadual de Direitos Humanos do Espírito
Santo (CEDH-ES), do Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra
(CDDH-Serra) e da Pastoral do Menor, se retirassem da Penitenciária
Feminina de Tucum, em Cariacica.
A
comissão legítima, que estava vistoriando os presídios do Estado desde
a última quarta-feira (3), foi surpreendida com a determinação
truculenta do governo. “Não nos deram explicação alguma, simplesmente
pediram que nos retirássemos do interior do presídio poucos minutos
após a nossa entrada”, contou a diretora da Justiça Global, Sandra
Carvalho.
Sandra
Carvalho disse que achou a determinação estranha, pois a comissão já
havia visitado, nos dias anteriores, os DPJs de Cariacica e Vila Velha,
o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cariacica e a Unidade de
Internação Socioeducativa (UNIS), no mesmo município.
O
presidente do CEDH-ES, Bruno Souza, declarou ao site da Justiça Global
(www.global.org.br) que a expulsão reflete a falta de diálogo e de
transparência com que o governo do Espírito Santo trata a questão do
sistema prisional. “Tentam de todas as formas ocultar as graves
violações de direitos humanos que acontecem sistematicamente nas
unidades prisionais do estado. Frequentemente, o governo desrespeita
decisões judiciais e determinações de organismos internacionais.”
A
diretora da Justiça Global, que acompanha as situações de violações de
direitos no sistema prisional capixaba há mais de cinco anos, concorda
com Bruno Souza. Sandra lembrou que os conselhos e as organizações do
Estado sempre foram impedidos de visitar as unidades prisionais,
direito que é previsto em lei. Ela também reclama que o governo não tem
se colocado aberto para o diálogo.
O
advogado da Conectas, Samuel Friedman, que também participou das
vistorias, além da expulsão sumária de Tucum, reclamou de outros
impedimentos impostos pelo governo do Estado à comissão. “Fomos
proibidos de entrar nos presídios com câmeras fotográficas. Assim fica
difícil para materializarmos provas sobre as violações”. Friedman disse
que a impressão que se tem e de que o governo quer “esconder alguma
coisa”.
Mesmo
cerceados, os membros da comissão conseguiram fotografar balas de
borracha que teriam sido disparadas contra os detentos do CDP de
Cariacica e as internas da Penitenciária de Tucum. Os próprios presos
conseguiram entregar as balas aos representantes das organizações.
Sandra Carvalho acrescentou também que havia marcas de tiros (armas de
fogo) nas paredes das unidades que foram disparados de fora para
dentro.
Histórico de intolerância
O
governo do Estado passou a ser ainda mais intolerante com as
organizações e com os conselhos de direitos humanos a partir de abril
de 2009, após o ex-presidente do Conselho Nacional de Política Criminal
e Penitenciária (CNPCP), Sérgio Salomão Shecaira, produzir um dos
relatórios mais contundentes sobre a caótica situação do sistema
penitenciário capixaba. À época, Shecaira comparou as “masmorras
capixabas” aos campos de concentração nazistas da Segunda Guerra
Mundial.
O
relatório mobilizou uma verdadeira carreata de comissões de todo o
País que queriam comprovar se as atrocidades relatadas por Shecaira não
eram exageradas. O relatório, ratificado pelo Conselho Nacional de
Justiça e pela Comissão de Direitos da Pessoa Humana da Secretaria de
Direitos Humanos da Presidência da República – só para citar dois
exemplos -, foi parar na mesa do procurador geral da República com um
pedido de intervenção federal no Estado, tal era a gravidade das
violações.
Comprovando
mais uma vez a intolerância do governo capixaba para com o diálogo,
Shecaira saiu do Estado sem conseguir discutir os problemas de
violações de direitos com os secretários da Justiça e da Segurança,
respectivamente, Ângelo Roncalli e Rodney Rocha Miranda, que foram
refratários aos pedidos de reunião do ex-presidente do CNPCP.
A
tropa de choque do governo tratou a visita de Shecaira como
perseguição política ao Espírito Santo. Chegaram a dizer coisas
absurdas como: “Se fosse com Minas Gerais, que tem um bancada grande,
duvido que eles tivessem coragem de pedir intervenção”.Além disso:
“bisbilhoteiro, intrometido” e até “aloprado” foram alguns dos
impropérios disparados pelas autoridades do governo contra o
ex-presidente do CNPCP.
Na
queda de braço com Shecaira, o governo Paulo Hartung levou a melhor.
Logo após o pedido de intervenção cair na imprensa, o ministro da
Justiça, Tarso Genro, saiu em defesa do Espírito Santo e desautorizou o
Shecaira ao anunciar que haveria outra saída que não a intervenção para
o Estado.
Em
agosto do ano passado, Shecaira deixou a presidência do CNPCP alegando
que um dos motivos de sua saída era a crise no sistema penitenciário
do Espírito Santo. “Infelizmente, o Ministério da Justiça não me deu o
respaldo esperado para resolver os problemas no sistema carcerário do
Espírito Santo. Não me restou alternativa, a não ser sair”.
A
iniciativa de levar os casos de violações de direitos a instâncias
internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e
Organizações dos Estados Americanos (OEA), está sendo a saída encontrada
pelas organizações não-governamentais para manter as denúncias na
pauta.
Segundo
o advogado Samuel Friedman, a Conectas tem status consultivo no
Conselho de Direitos Humanos da ONU. Friedman explicou que a vinda da
Conectas ao Espírito Santo atendia a uma demanda da ONU. “Essa visita é
complementar a primeira que fizemos em novembro do ano passado, também
em conjunto com a Justiça Global e com os conselhos de direitos
humanos do Espírito Santo. Friedman afirmou que, a partir dos novos
dados coletados, a comissão vai concluir o relatório e enviá-lo às
comissões de Torturas e Execuções Sumárias da ONU e à OEA. Ele disse
ainda que o documento, no Brasil, será encaminhado ao CNJ, às comissões
de direitos humanos do Senado e da Câmara e inclusive à Procuradoria
Geral da República, que continua analisando o pedido de intervenção
federal no Estado.
O
advogado da Conectas também informou que em março, durante a reunião
regular da ONU, em Genebra, as organizações não-governamentais serão
ouvidas no Conselho de Direitos Humanos da ONU e os casos de violações
no Espírito Santo entrarão na pauta internacional.
O
Conselho dos Direitos Humanos da ONU, instituído em março de 2006, é
formado por 47 países. Sua criação foi marcada por uma polêmica
envolvendo os Estados Unidos, as Ilhas Marshall, Palau, e Israel, países
que votaram contra a criação do novo Conselho.
Os
Estados Unidos justificaram seu voto contrário alegando que haveria
pouco poder envolvido no Conselho e não se conseguiria evitar os abusos
contra os direitos humanos que acontecem em todo o mundo.
fonte: Justiça Global
segunda-feira, junho 8
Entenda a 1ª Guerra Mundial em 20 fotos da época
28/07/2014 06h43
- Atualizado em
28/07/2014 16h01
Entenda a 1ª Guerra Mundial em 20 fotos da época
Assassinato de arquiduque serviu de estopim para o confronto bélico.
Primeiro conflito de proporção global deixou 10 milhões de mortos.
Do G1, em São Paulo
saiba mais
Nesta segunda-feira (28), completam-se cem anos do início da 1ª Guerra
Mundial (1914-1918). O conflito foi o primeiro a envolver países dos
cinco continentes e deixou cerca de 10 milhões de mortos e 20 milhões de
feridos, além de resultar na queda de quatro impérios (Russo,
Austro-Húngaro, Alemão e Otomano).Veja abaixo 20 imagens que resumem o que foi a guerra:
Paz Armada
Em um período chamado de "paz armada" (1871-1914), esses países protagonizaram uma corrida armamentista que aumentava a tensão nas relações internacionais. O continente era um barril de pólvora e bastava uma faísca para que explodisse. O estopim foi um crime político.
O estopim
do arquiduque Francisco Ferdinando, príncipe herdeiro do Império Austro-Húngaro, e de sua mulher, Sofia. Eles foram vítimas de um atentado durante visita a Sarajevo – ato com importante conteúdo político, pois buscava demonstrar o domínio austríaco sobre a região.
O crime aconteceu em 28 de junho de 1914. O autor dos disparos foi Gavrilo Princip, estudante sérvio-bósnio ligado a uma organização nacionalista. Um mês depois, em 28 de julho, o Império Austro-Húngaro declarou guerra à Sérvia, dando início ao confronto.
Efeito cascata
Por causa da política de alianças, em pouco tempo praticamente toda a Europa está envolvida no conflito. De um lado estavam os países da Tríplice Aliança (Alemanha, Itália e Império Austro-Húngaro) e, do outro, a Tríplice Entente (Reino Unido, França e Rússia).
Em maio de 1915, a Itália, que pertencia à Tríplice Aliança (mas até então estava neutra), declara guerra ao Império Austro-Húngaro e muda de lado, indo a combate do lado da Entente, em troca da promessa de receber territórios.
Apesar de ser um conflito essencialmente europeu, a guerra envolveu os Estados Unidos e o Japão, e as colônias das potências da Europa também foram campos de batalha.
Em outubro de 1917, o Brasil declarou guerra à Alemanha pela mesma razão dos Estados Unidos: meses antes, navios mercantes brasileiros haviam sido afundados por submarinos alemães. Sua participação, porém, foi pequena e teve poucos reflexos na guerra.
Fronteiras e trincheiras
Após vencer a resistência das forças belgas, os alemães conseguiram entrar em território francês pela fronteira do país. Em apenas um dia, 22 de agosto de 1914, 27.000 soldados franceses foram mortos, na mais importante perda para as tropas do país. Uma das principais caraterísticas dos confrontos foi o uso de trincheiras – frentes estáticas escondidas em valas cavadas no chão, protegidas por arame farpado.
Batalhas devastadoras
Foi em território francês que se travaram as principais batalhas da guerra. As mais devastadoras foram as de Verdun e Somme. A primeira durou de fevereiro a dezembro de 1916. O exército francês empenhou todos seus esforços para conter as investidas alemãs no nordeste do país. A batalha terminou com mais de 700.000 baixas.
A segunda começou em julho de 1916 e durou cerca de cinco meses. Os exércitos da França e da Grã-Bretanha investiram contra a linha de defesa alemã na região do Rio Somme, mas não tiveram êxito. Foi o conflito mais letal da guerra, com 1,2 milhão de vítimas – entre mortos e feridos de ambos os lados.
Batalhas do Marne
Dois anos depois, já com os Estados Unidos lutando na guerra no lado da França e da Grã-Bretanha, houve a segunda batalha do Marne, que marcou o início do recuo geral das forças alemãs. Em julho de 1918, com a ajuda dos americanos, os exércitos aliados conseguiram barrar o avanço do exército alemão, em um conflito que causou centenas de milhares de baixas em ambos os lados.
EUA desequilibram
Foi ao lado dos americanos que os países da Entente conseguiram reagir de forma mais efetiva contra as investidas do exército alemão.
Artilharia pesada
Das baionetas, os exércitos passaram às metralhadoras, frotas de encouraçados, submarinos, tanques de guerra, lança-chamas e gases tóxicos. Os aviões, que antes serviam apenas para observação, começaram a ser usados em bombardeios.
Guerra química
Genocídio armênio
Foi durante a 1ª Guerra que começou o genocídio armênio pela mão dos turcos, em abril de 1915. Os homens eram levados para o fronte, onde eram mortos enquanto cavavam trincheiras. Crianças, idosos e mulheres eram tirados de suas casas para "caravanas da morte", onde sucumbiam ao frio, à fome e às doenças. Os armênios afirmam que o número de mortos chegou a 1,5 milhão.
Revolta e revolução
Em novembro do ano seguinte, oito meses após o czar Nicolau II abdicar, começa a Revolução Russa. Em dezembro, o país assina o armistício com a Alemanha e sai da 1ª Guerra.
Armistícios
Estima-se que a 1ª Guerra mobilizou mais de 70 milhões de soldados dos cinco continentes e gerou custos da ordem de 180 bilhões de dólares. O conflito teve ainda 6 milhões de prisioneiros e 10 milhões de refugiados.
Em junho de 1919, é assinado o Tratado de Versalhes, que impôs as condições de paz – as mais duras para a Alemanha. O país perdeu todas as suas colônias, foi desarmado, teve parte de seu território ocupado militarmente e ainda precisou pagar uma pesada indenização pelos custos da guerra.
quinta-feira, abril 30
Posts tagged Holocausto
Estudo altera data da morte de Anne Frank em campo de concentração nazista
0
3 weeks ago
by Cristina Danuta
in livros
Adolescente judia escreveu diário que tornou-se ícone do holocausto durante Segunda Guerra Mundial
Publicado no Divirta-seA adolescente judia Anne Frank, que teve seu diário lido por milhões de pessoas, faleceu pelo menos um mês antes da data oficial de sua morte, segundo as conclusões de um novo estudo publicado nesta terça-feira, 31. “A investigação joga nova luz sobre os últimos dias de Anne Frank e de sua irmã Margot”, afirma um comunicado da Casa Anne Frank, divulgado na data de aniversário da morte da famosa adolescente.
“Suas mortes aconteceram em fevereiro de 1945, e não em março”, segundo a instituição. Anne e Margot Frank morreram no campo de Bergen-Belsen entre 1 e 31 de março, informou a Cruz Vermelha na ocasião. As autoridades holandesas adotaram a data de 31 de março.
A família Frank se escondeu em 1942 em um anexo secreto de um edifício da empresa de seu pai, Otto, com o objetivo de escapar dos alemães. A adolescente escreveu no local seu diário, que se tornou um dos relatos mais emblemáticos da ocupação nazista, até que a família foi detida e deportada.
Entre junho de 1942 e agosto de 1944, Anne registrou em diário o cotidiano com sua família judia; textos formaram crônica da vida em um esconderijo improvisado, onde os Frank viviam enquanto eram perseguidos pelo regime nazista
Anne e Margot morreram vítimas de tifo em Bergen-Belsen, com 15 e 19 anos respectivamente. Sua mãe, Edith, faleceu em Auschwitz e o pai, Otto Frank, o único dos oito habitantes do anexo secreto que conseguiu sobreviver ao Holocausto, morreu em 1980 com 91 anos.
O novo estudo examina o trajeto de viagem das duas irmãs, primeiro para Auschwitz-Birkenau e depois para Bergen-Belsen, enquanto os russos avançavam pela frente leste. Os pesquisadores se basearam principalmente em documentos da Cruz Vermelha e do Memorial de Bergen-Belsen, mas também em “diversos relatos de testemunhas e sobreviventes como foi possível”.
De acordo com quatro sobreviventes, Anne e Margot já sofriam de tifo no fim de janeiro. “A maioria das mortes por tifo acontece 12 dias depois do surgimento dos primeiros sintomas”, destacam os investigadores, que citam o Instituto Holandês de Saúde Pública.
Melhor amiga de Anne Frank foi salva por oficial nazista
0
1 month ago
by Cristina Danuta
in notícias
A história de como Jacque van Maarsen conseguiu se livrar dos campos de concentração alemães mesmo sendo judia – e toda a sua relação com a amiga, que viria a ser famosa posteriormente por narrar seu cativeiro em Diário de Anne Frank
Giuliander Carpes, no Terra
Durante o período de dominação alemã da Segunda Guerra Mundial, a Holanda enviou 107 mil judeus para campos de concentração. Apenas 5,2 mil sobreviveram. Considerada por Anne Frank sua melhor amiga – conforme está escrito no seu famoso Diário -, Jacqueline van Maarsen só escapou da deportação para um destino semelhante porque seu nome entrou na lista de Hans Georg Calmeyer. À frente da Direção de Administração Interior, o advogado livrou pessoas que não fossem “puramente judias” da perseguição nazista.
Jacqueline é filha de pai judeu holandês e mãe católica francesa. Aos 86 anos, ela não sabia que seu nome constava na famosa lista de Calmeyer – pelo menos 3,7 mil judeus se livraram da morte por causa da intervenção do advogado. Foi alertada para o fato por um pesquisador durante uma palestra na Casa de Anne Frank de Berlim há poucos meses. A entrevista para o Terra em sua casa no sul de Amsterdã foi a primeira que concedeu depois de confirmar a informação.
“Não se sabe ao certo se Calmeyer salvou tantos judeus apenas porque sabia que a Alemanha perderia a guerra, mas de qualquer forma ele o fez. Quando você tinha apenas o pai ou a mãe judeu, ele organizava para que você não fosse considerado judeu”, explica Jacqueline, que perdeu muitos primos e tios por causa da perseguição dos nazistas.
“Eu não acreditei no que esse pesquisador falou logo na primeira vez, mas ele me mostrou um documento onde estavam as assinaturas da minha mãe e do meu pai. Foi esse papel que permitiu que eu não precisasse mais frequentar a escola judia e pudesse não fazer mais parte da comunidade judia à época, o que foi muito difícil porque a comunidade era muito unida e eu gostava da escola. Foi muito estranho saber disso apenas agora quando eu já tenho 86 anos.”
A amizade com Anne Frank
A relação com Anne Frank surgiu antes, quando as duas foram colegas na escola de judeus criada pelos alemães para segregá-los do restante da população. “Os alemães que haviam fugido para a Holanda eram muito unidos e não se misturavam muito com a gente. Mas, no momento que a gente se conheceu, ela deixou um pouco esse grupo (Anne era alemã). Ela era bastante doce comigo”, conta Jacqueline. “Nunca conheci ninguém que gostasse mais de viver do que Anne. Nós estávamos sempre ocupadas fazendo alguma coisa divertida.”
Jacque van Maarsen mostra as cartas entregues pelo pai, Otto Frank: melhor amiga cumpriu a sua promessa
Foto: Giuliander Carpes / Colaboração para o Terra
Foto: Giuliander Carpes / Colaboração para o Terra
Quando a perseguição aos judeus aumentou, as duas fizeram uma promessa: a primeira que tivesse de fugir dos nazistas (ou que fosse capturada por eles) deixaria uma carta para a outra. Em julho de 1942, a irmã de Anne, Margot, recebeu uma carta que a ordenava a se apresentar para os alemães afim de que fosse levada para um campo de trabalho forçado.
A carta foi o estopim para toda a família Frank se esconder no anexo do prédio da antiga empresa de Otto, pai das duas. Numa tentativa de despistar os nazistas, ele deixou um bilhete avisando que todos teriam fugido para a Suíça.
Impedida pela mãe de dar qualquer pista de seu paradeiro, Anne escreveu, na verdade, mais de uma carta para Jacqueline durante (mais…)
sexta-feira, abril 10
SAÚDE, BIOÉTICA E POLÍTICA – Vendem-se corpos e compram-se consciências?
Marcio Pereira de Andrade
Imagem
publicada – uma
foto colorida que fiz de uma matéria televisiva sobre o uso de robôs e
novas
tecnologias a serviço das guerras, de indústrias de ponta nos Eua, onde
um manequim
é cirurgicamente operado por um robô, que é teleguiado e projetado para
servir
remotamente a cirurgiões, que irão abreviar atendimento emergencial de
soldados
feridos em combate. A legenda diz: um robô que pode realizar cirurgias
no campo de batalha. Matéria do Discovery Channel onde a robótica é
utilizada
para criação de drones, robôs espiões e desarmadores de bombas à
distância.
“... Ao final do século XX, o fenômeno que mais se destaca é
que a compra e venda não dizem respeito ao corpo como um todo, mas envolvem as
partes individuais do homem. Assistimos, em outras palavras, à fragmentação
comercial do ser humano. Os limites entre os usos e abusos do corpo tornaram-se
gradualmente mais sutis e imprecisos...” (Giovanni Berlinguer
& Volnei Garrafa, in Mercado Humano, 1996)
In memoriam de Giovanni
Berlinguer (1924- 06/04/2015)
Sempre me perguntam se
faria uma nova cirurgia. Sempre me indagam se não há um ‘’novo’’ tratamento,
para minhas perdas, inclusive da mobilidade física. Sempre se surpreendem
quando digo que estou à espera dos robôs da Nasa ou de alguma invenção das
biotecnologias que irão trocar toda a minha coluna vertebral e não apenas
colocar novos parafusos de titânio. Ainda prefiro a re-existência titânica do
viver.
Assisti, recentemente,
um desses programas de TV, da Discovery, onde um robô estava a ser testado,
como na foto que tirei, para ‘realizar (em tempo recorde e veloz) uma cirurgia
em campos de batalha’. Me vi ali deitado e sendo, então, novamente operado. E o
bisturi, tele manipulado como nossas atuais consciências, me abria novamente pelas
costas.
Hoje uma amiga me
telefona, após muitos anos de distanciamento geográfico, e me sugere que
façamos, visto essa minha tendência robótica de introduzir titânio no meu
corpo, uma campanha para que vá para uma frente de batalha no Afeganistão.
Lógico que só com passagem de ida, pois a volta, após a identificação de meu “sanguíneo
conteúdo” político, pode ser direta para Guantánamo.
Tenho um belo livro
para releitura e reflexão: O Mercado Humano – Estudo bioético da compra e venda
de partes do corpo. É o mesmo citado lá em cima. Nele há interrogações sobre
nossos tempos de transplantes de órgãos, fecundação artificial, engenharia
genética, e, interessantemente, a questão da ‘escravidão ao mercado tecnológico’.
De lá, o livro é de
1996, para os nossos dias de Século XXI posso ter de responder com um sim às
suas indagações: “Pode tudo ser realmente
comprado ou mesmo roubado? Os órgãos para transplantes, o sangue para as
transfusões, os recém-nascidos para as adoções, as meninas para as
prostituições?”. Se alguém tem dúvidas busquem, em separado, as perguntas,
e as respostas, no grande dicionário digital, o Google.
A realidade cruenta,
por exemplo, da questão de tráfico de órgãos veio novamente à tona por causa de
médicos lá no Sul de Minas. Não muito longe de minha terra natal e suas águas
medicinais. Lá na pacata estância hidromineral de Poços de Caldas. Lá ocorreu o
chamado Caso “Paulinho Pavesi”, um menino de 10 anos que teve seus órgãos
retirados, segundo matéria de jornal, “enquanto ainda estava vivo”.
Esses e outros ‘’casos’’
estão relatados em jornais de imprensa local e de outros veículos, dos quais
listei apenas alguns. O que ligou às notícias foi o título do livro de
Berlinguer e Garrafa. Além disso, o surgimento fugaz em redes sociais de
matérias midiatizadas recentemente. Não estou e estarei aqui para o julgamento
da ‘’Máfia dos órgãos’’, mas para tentar compreender de onde nascem as raízes
desse mercado.
Estamos assistindo,
tele e midiaticamente, um recrudescimento de atitudes preconceituosas em
Faculdades de Medicina. Recentemente vimos ‘veteranos’ com as fardas e capuzes
da Klu Khux Khan, estavam em suas ‘fantasias’ e trotes reproduzindo o martírio
de negros nos corpos dos ditos ‘bichos ou calouros’, lá na Unesp. Entretanto já
tínhamos precedentes. Antes tivemos os estupros e as violências dentro das ‘festas’
de iniciação da vetusta Faculdade de Medicina da Usp.
Cito apenas estas duas
ocasiões violentadoras, em espaços de formação acadêmica, uma que foi
naturalizada e outra que passou até por uma CPI, e como “notícias”, em tempos
voláteis, só voltarão quando novos casos surgirem.
No texto que escrevi
sobre o Holocausto brasileiro promovido, historicamente, lá em Barbacena, MG,
já fiz as devidas ligações entre o comércio de corpos do hospício para as mesas
de dissecção anatômica das faculdades de medicina. Eu, lamentavelmente, vi e
tive esses cadáveres anônimos como ‘’lições’’ de anatomia humana, cheios de
formol e de pele totalmente endurecida. Eram os Anos 70.
Creio que a dissolução,
possíveis escrúpulos ou humanidades, no mais profundo de nossos inconscientes
sobre o homem como sujeito, na formação dos profissionais de saúde, em especial
os médicos, ocorrem nessa ‘iniciação’ onde temos uma ‘’oração do cadáver
anônimo’’, mas podemos, no futuro, transplantá-lo a categoria de homem-objeto.
Os
primeiros ‘poços’
profundos, ou gênesis, de nossa posterior desumanização dos corpos pode
fincar
as raízes nesse solo acadêmico. Afinal o que nos separaria dos médicos
nazistas
que, como nos diz Agambem, faziam experimentações com as cobaias
humanas, as ‘versuchem
person’, onde os judeus ou pessoas com deficiência eram submetidos às
mais
baixas temperaturas, ou extração ‘a frio’ de órgãos para fins dos
‘avanços da
medicina germânica, e a proteção do exército do Reich’? Mas seriam
necessárias biopolíticas, leis, e, principalmente escolas da
de-formação da Juventude Hitlerista ou das Faculdades de Medicina, ou
não?.
Não
estou trazendo de
volta o fantasma de Mengele, mas que há um ‘cheiro’ mortal e incômodo de
nazifascismo no ar não há como negar. As banalizações e naturalizações
de
violências estão autorizando, mesmo que não explicitamente, a
‘neomercantilização’,
‘neoescravidão’ e ‘neoexploração’ de nossos corpos insurgentes (como
filme dos
adolescentes). O Grande Irmão global nos incentiva à neo-guerra.
Forjamos novas escolas hipermidiáticas do ódio e de novas Ondas? Ou
apenas, neurótica e perversamente, repetimos os nossos passados?
As nossas raízes culturais também se
alimentam de trans históricas posições eugênicas dos médicos e educadores do século XX. Lá
em São Paulo nos anos 20 podíamos ainda ter a contribuição de eminentes
escritores, intelectuais e ‘elites’ sociais que legitimavam a distinção de ‘corpos
válidos’ e ‘corpos descartáveis’.
A Vida Nua pode ser
captada como um discurso de Eugenia e Poder, segundo estudo de Vera Regina
Beltrão Marques, no discurso de Monteiro Lobato, o mesmo das Reinações de
Narizinho, que dizia: “-Muito cedo chegou
o americano à conclusão de que os males do mundo vinham de três pesos mortos
que sobrecarregavam a sociedade- o vadio, o doente e o pobre... A eugenia deu
cabo do primeiro, a higiene do segundo e a eficiência do último...”.
E o escritor tinha
relações muito próximas com os higienistas e eugenistas brasileiros. Para eles,
que se consideravam uma ‘elite’, a eliminação ‘radical’, assim como propõem os
fascismos, é a melhor solução para “a América (incluam o nosso país)
aproximar-se de um tipo de associação já existente na natureza, a colmeia – mas
uma colmeia da abelha que pensa”.
Eis aí um discurso que
estamos sendo obrigados a escutar, ver e ler nos nossos tempos de Idade Mídia.
Arautos do ‘bom combate’ das nossas corrupções, projetadas apenas no socius,
dizem que devemos dar o poder político de gerir o país e a Vida aos que são ‘puros,
imaculados e nascidos em berços esplêndidos das classes mais afortunadas’.
Aos outros, aqueles que
contaminam nossos shoppings ou nossas periferias, cabe a continuidade do
extermínio por ‘golpes brandos’. Mantem-se a alienação, o racismo, as
discriminações e o trabalho escravo como naturais. Esses outros são as nossas
misérias ou serão.
A exclusão social
retoma seus ares de horror econômico e a cultura do medo retoma sua posição a
favor de novas e sutis repressões, inclusive políticas. Os corpos são novamente
Vidas Nuas, homo sacer.
E, aqueles dos quais se
esperava o cuidado com a Saúde, em especial a pública e universal, chamada
ainda de SUS, podem nos submeter às desqualificações e desumanizações que
justifiquem esse novo mercado privado e altamente rentável. Seremos os novos
pacientes doadores espontâneos dos nossos órgãos. E os úteros já estão
alugados.
Portanto, não
estreitando nossos olhares e visões, acredito que temos de buscar urgentemente
uma ressignificação e revitalização de nossos corpos trabalhadores. Já nos
terceirizam e comercializam, até quando nos prostituirão as consciências críticas
e políticas? Até quando nos darão olhos biônicos e televisivos que nos afastam
do Outro e nos dão uma sórdida ilusão de Poder?
A medicalização do
viver tem andado passo a passo no mesmo caminho tortuoso da militarização da
Vida. Os novos casos, sempre meninos ou meninas, que perdem suas partes
fragmentadas, ou por balas de fuzil ou por bisturis eletrônicos, passarão a
categoria perversa de ‘efeitos colaterais’ de nossos progressos? Ou são apenas
vidas descartáveis que atrapalham as novas tanatocracias ditatoriais ou seus
projetos globais, sejam elas nas Áfricas, na Ucrânia, na Síria ou no Brasil?
Portanto, dentro dessa
minha visão, que não desejo ser antevisão, espero não ter o falso gozo de me
tornar mais uma cobaia humana. As alianças das biotecnologias, das engenharias,
das genéticas e das biopolíticas não aliviarão, nem aliviam, os meus mais
profundos e poéticos ardores.
Eu, brasileiro, negro,
e Lobatianamente descartável, prometo me manter na Re-existência e na Resiliência,
política e micropolítica, para além do fato de ser mais um que deseja um envelhecimento
com dignidade para a Medicina, em busca de um aprender a construir, bioéticamente,
novas pontes para o Futuro ...
quinta-feira, abril 9
JUSTIÇA!!! "O Caso Ana Carolina Cordovil Heiderich" (Reforma Psiquiátria)

ANA CAROLINA CORDOVIL HEIDERICH SILVA
Ela só tinha 18 anos,e foi mais uma vida ceifada pelo criminoso sistema psiquiátrico de nosso país.
POR ESTA E MUITAS OUTRAS VIDAS, PRECISAMOS UNIR FORÇA EM PROL DE UMA URGENTE URGENTÍSSIMA REFORMA PSIQUIÁTRICA ANTIMANICOMIAL NO BRASIL.
DEPOIMENTO DE NERCINDA (MÃE DE ANA CAROLINA)
Internei minha filha no dia 26/11/2006 por volta das 19h. Na Clínica de Repouso Santa Isabel LTDA em Cachoeiro do Itapemirim/ Es. O meu objetivo era a Clínica Capaac por ser bem menor e possuir, apenas cerca de 35 leitos divididos entre masculinos e femininos. Chegando lá o médico nos informa que não tinha vaga e fez o encaminhamento para a Clínica Santa Isabel. Antes de ser atendida lanchou. Como ela queria biscoito de chocolate e dei de morango, por engano, ficou chateada. Logo o médico chegou e pediu que os enfermeiros a levassem para outra sala enquanto ele conversava comigo. Ela perguntou ao médico se não poderia ficar comigo até à hora da internação, ele alegou que era apenas para ver a pressão. Até eu acreditei. Porém, ela perguntou por que ele mesmo, não olhava sua pressão ao que respondeu que, o seu aparelho estava lá dentro. Foi a última vez que nos vimos.
Falei das suas dificuldades, dos medicamentos que ela tomava (trileptal300ml, rivotril2ml, fluoxetina20ml, metformina e glimepirida para controlar a glicose tipo II e que ela nunca tinha tido problema, pois media sempre 113, 123, 124 e poucas vezes chegavam a 145). Mas nunca havia ficado doente fisicamente.
Pedi que não lhe ministrasse Haloperidol, pois era alégica e já tinha sido socorrida na emergência com a língua inchada, para fora após ter tomado 20g de haldol mais um comprimido de akneton em dois dias somando 40g e dois comprimidos de akneton de 1ml.
Para reverter o quadro, a medica plantonista lhe aplicou Decadron e fernegan. Ele anotou, pois me pediu que repetisse os nomes dos medicamentos enquanto escrevia. Esta ficha não consta no prontuário, já que o mesmo me foi negado durante 6 meses.
Pedi a exumação após três dias e só consegui após 7 meses e dezesseis dias com muita insistência.
O médico diz que foi infarto do miocárdio , o legista diz , causa indeterminada, já que o coração estava em perfeito estado de conservação. Porém o pulmão esquerdo estava murcho. Além do tempo ainda os materiais só foram enviados para exame de laboratório depois de 40 dias, assim mesmo porque eu liguei para o IML para saber do resultado, eles não sabiam de nada já que estes materiais ainda estavam aqui em Manhuaçú e só saiu depois que eu falei com a delegada. Liguei outra vez para o IML e a perita me disse que foi impossível detectar a causa pelo fato das víceras estarem e formol o que atrapalha, segundo ela, as investigações. Estas partes não podem ser colocadas em nenhum conservante. Tentei contestar o laudo, mas encontrei dificuldades. O advogado do caso não se pronunciou. Infelizmente parece que neste mundo temos que saber de tudo, o que é impossível.
Ao terminar a consulta quis ver minha filha. Ele me disse que não era possível, pois ela estava sedada. Assustei-me e, falei: O Dr. não deu haldol pra ela! Ele me disse que não e que teria lhe dado apenas diazepam com biperideno.
Ao sair a atendente me pediu que eu deixasse para vê-la após,pelo menos 05 dias até que o paciente se habituasse no ambiente. Eu ligava cerca de três a quatro vezes por dia e só recebia boas notícias. Ela está bem!Mas não podia falar com opaciente hora nenhuma pelo telefone.
No final de 05 dias, fui visitá-la, mas cheguei depois da visita por causa de atraso do carro que nos levou. Mesmo assim o atendente me deixou vê-la, mas fui convencida sutilmente, por uma enfermeira a deixar a visita para segunda feira, uma vez que era o dia da reunião e ainda era muito cedo, já que agora era que eles estavam conhecendo o seu problema e que a minha visita poderia interromper o tratamento. Deixei uma bolsa com várias peças de roupas, maçãs, e voltei chorando, mas nunca me passou pela mente que ela corria risco de morrer.
Cheguei na segunda feira às 11h. Dirigi-me a assistente Social, me identifiquei ao que me respondeu que esperasse à hora da visita oficial às 13,30h. Quando fui entrar no pátio de visitas, ao mencionar o nome da paciente fui barrada e levada de volta para a sala da assistente Social onde gritei, rolei pelo chão, não sabia mais o que fazer. Minha única filha estava sem vida com apenas 18 anos. 04/12/2006
Quando consegui o prontuário vi que o médico não só prescreveu haldol, como em doses altíssimas [10mlde haloperidol;300ml de amplictil,4ml de biperideno além de Daonil. Só Daonil não era injetável. Cheguei à triste conclusão. Os medicamentos eram injetáveis porque ela não aceitava tomar haldol pois tinha plena consciência do mal que lhe causava. E lá eles são obrigados a tomar os medicamentos que é para manter a ordem. Se quiserem explicações de como lá funciona entrem em contato com Cassiane Cominiti Abreu Graduada em serviço sicial na UFES Cassiane abreu< cassiufes@yahoo.com.br>
Integralidade e intersetorialidade em álcool e drogas: a relidade dos municípios capixabas
Voltei a clínca no dia 08/12/2006 para mais esclarecimento. O diretor Agostinho Sergio Fava Leite nos disse que ele soube que ela havia caído.já que eu havia constatado um grande hematoma em sua cabeça da orelha para cima no lado direito no dia do seu falecimento e meu sobrinho, no dia do velório, constatou hematomas na parte inferior do braço e na costela do mesmo lado. No dia 08 me acompanhavam: Alcinéia o advogado Dr. Ernesto e o motorista Gilcemar que presenciou uma senhora conversando comigo no pátio a qual me disse que era quem dava banho em minha filha,que lavava suas roupas e que lhe deixara muitas recordações. Fiquei mais uma vez surpresa Ana Carolina era totalmente independente.
No prontuário consta que ela estava em estado de prostração e que nos dia 02e03/12/2006 o clinico geral Dr. Sergio Serafim Costalonga passou a ministrar-lhe 40g de buscopan+40g de elixir paregórico, pois ela estava com diarréia em grande quantidade.
Denunciei ao MP por orientação do Médico que lhe acompanhava a cerca de 3 anos mais ou menos, ao CRM e a Comissão de Direitos Humanos do Estado do ES.
A investigações da Polícia Civil, na minha opinião muito deficiente. O primeiro delegado não deu conta do inquérito. O segundo chegou a me dizer que estava confiante que iríamos a júri mais foi transferido. O terceiro já concluiu dizendo que: não encontrou fundamento suficiente para indiciamento dizendo que eu sublimasse a minha dor de outra forma, que tinha mais coisas para fazer e desligou o telefone, já que eu insistia na intimação de mais pessoas para serem ouvidas, uma investigação mais apurada dos fatos e acareação entre o Dr. Clínico Dr. Agostinho Fava Leite, o Médico responsável Dr. Silvio Romero de Sousa França e Maria das Mercês dos Santos a serviçal que mudou todo o seu depoimento, o Dr. Ernesto advogado que conversou em particular com o Dr. e achou que eu não deveria representar contra a clínica.
Suspeitas: Hipoglicemia, overdose medicamentosa, além da alergia ao haldol, tombo,
Enfraquecimento, já que ela não se alimentava o que é de se estranhar para uma pessoa que não dispensava uma refeição, se quer. E que tínhamos que ficar de olho já que ela estava acima do peso normal. Mais um motivo para que ele tomasse mais cuidado, embora ela era muito ativa, inteligente, não sentia nem mesmo dor de cabeça, o que era raro.
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