domingo, agosto 8

O QUE EU TENHO A VER COM A CORRUPÇÃO?


Poderia dizer que não sou corrupta. Não sou literalmente! O que dizer da nossa moeda que não devolvem o troco de centavos e nos rendemos diante de tal comportamento dos comerciantes e banqueiros? Diretamente não sou.

Há bem pouco tempo, numa compra pedi o troco de R$ o centavos. a A caixa do supermercado abriu a gaveta, me devolvendo, sem reclamar. Pasmem! Agaveta estava abarrotada de moedas de 0,1 centavo.

Ontem fiz um pagamento no banco com todo mês o faço, no valor R$000,07 centavos e o caixa me cobrou 000, 10 centavos, sem nenhuma explicação. Aí alguém pergunta:

Como você viu estas moedas?


Moro no Interior e, ainda não corremos o risco de sermos assaltados nas ruas.

O que eu tenho a ver com a corrupção?

I
Indiretamente, contribuo para tal comportamento corrupto.
Para onde estão indo estas moedas de R$0,1 centavo? Se eu cobro, faço questão de pouca coisa. Pouca coisa? E para os banqueiros, comerciante?

segunda-feira, julho 26

O Paradoxo do Nosso Tempo

O Paradoxo do Nosso TempoNós bebemos demais, gastamos sem critérios. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós amamos raramente, e odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver.
Adicionamos anos à nossa vida, e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas não cruzamos a rua pra encontrar um novo vizinho.Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; Dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; Escrevemos mais, mas aprendemos menos; Planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores, mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;
Tempo do homem grande de caráter pequeno;
Dos lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis. Dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar em “delete”.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua esposa (o) e às pessoas que ama.

Mas em primeiro lugar, se ame... se ame muito e a Deus sobre todas as coisas. Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.
Por isso, valorize sua família e as pessoas que fazem parte de sua vida.

É POR TUDO ISSO QUE DIGO:EU TE AMO!George Carlin

quarta-feira, julho 14

Irena Sendler - A mãe das crianças do Holocausto


Enquanto a figura de Óscar Schindler era aclamada pelo mundo graças a Steven Spielberg, que se inspirou nele para rodar a película que conseguiria sete prémios Oscar em 1993, narrando a vida deste industrial alemão que evitou a morte de 1.000 judeus nos campos de concentração, Irena Sendler continuava a ser uma heroína desconhecida fora da Polónia e apenas reconhecida no seu país por alguns historiadores, já que, nos anos de obscurantismo comunista, tinham apagado a sua façanha dos livros oficiais de história.

Além disso, ela nunca contou a ninguém nada de sua vida durante aqueles anos.

Contudo, em 1999 a sua história começou a ser conhecida, curiosamente, graças a um grupo de alunos de um instituto do Kansas e ao seu trabalho de final de curso sobre os heróis do Holocausto.

Na sua investigação conseguiram muito poucas referências sobre Irena. Só tinham um dado surpreendente: tinha salvo a vida de 2.500 crianças.

Como era posssível que houvesse tão escassa informação sobre uma pessoa assim?

A grande surpresa chegou quando, depois de procurar o lugar da tumba de Irena, descobriram que não existia a dita tumba, porque ela ainda vivia, …e de facto ainda vive…

Hoje é uma anciã de 97 anos que reside num asilo do centro de Varsóvia, num quarto onde nunca faltam ramos de flores e cartas de agradecimento, procedentes do mundo inteiro.

Quando a Alemanha invadiu o país em 1939, Irena era enfermeira no Departamento de Bem-estar Social de Varsóvia, o qual administrava as cozinhas sociais comunitárias da cidade.


Em 1942, os nazis criaram um ghetto em Varsóvia. Irena, horrorizada pelas condições em que se vivia ali, uniu-se ao Conselho para a Ajuda de Judeus.

Conseguiu identificações da repartição de saúde, uma de cujas tarefas era a luta contra as doenças contagiosas.

Como os alemães invasores tinham medo de uma possível epidemia de tifo, permitiam que os polacos controlassem o recinto.

De imediato se pôs em contacto com as famílias às quais lhes ofereceu levar os seus filhos para fora do ghetto…

Mas não lhes podia dar garantias de êxito.

Era um momento horroroso, devia convencer os pais de que lhe entregassem os seus filhos, e eles preguntavam-lhe:


"Podes prometer-me que o meu filho viverá…?"


…mas que podia alguém prometer, quando nem sequer se sabia se conseguiriam sair do ghetto?

A única certeza era que as crianças morreriam, se permanecessem nele.

As mães e as avós não queriam separar-se dos seus filhos e netos. Irena entendia-as muito bem, pois ela mesma era mãe, e sabia perfeitamente que, de todo o processo que ela levava a cabo com as crianças, o momento mais duro era o da separação.

Algumas vezes, quando Irena ou as suas ajudantes voltavam para visitar as famílias e tentar fazê-las mudar de opinião, descobriam que todos tinham sido levados de comboio para os campos da morte.

Cada vez que lhe acontecia algo deste género, lutava com mais força por salvar mais crianças.

Começou a tirá-los em ambulâncias como vítimas de tifo, mas de imediato se valeu de tudo o que estava ao seu alcance para escondê-los e tirá-los dali: caixotes de lixo, caixas de ferramentas, carregamentos de mercadorias, sacos de batatas, ataúdes... nas suas mãos qualquer elemento se transformava numa via de escape.

Conseguiu recrutar pelo menos uma pessoa de cada um dos dez centros do Departamento de Bem-estar Social.

Com a sua ajuda, elaborou centenas de documentos falsos com assinaturas falsificadas dando identidades temporárias às crianças judias.

Irena vivia os tempos da guerra pensando nos tempos da paz.

Por isso, não lhe bastava somente manter essas crianças com vida.

Queria que um dia pudessem recuperar os seus verdadeiros nomes, a sua identidade, as suas histórias pessoais, as suas famílias.

Então, ideou um arquivo em que registava os nomes das crianças e das suas novas identidades.

Anotava os dados em pequenos pedaços de papel e guardava-os dentro de frascos de conserva que depois enterrava debaixo de uma macieira no jardim do seu vizinho.

Ali guardou, sem que ninguém o suspeitasse, o passado de 2.500 crianças… até que os nazis se foram embora.

Mas um dia os nazis souberam das suas actividades.

Em 20 de Outubro de 1943, Irena Sendler foi detida pela Gestapo e levada para a prisão de Pawiak, onde foi brutalmente torturada.

Num colchão de palha da sua cela, encontrou uma estampa de Jesus Cristo.

Conservou-a como o resultado de um acaso milagroso naqueles duros momentos da sua vida, até ao ano de 1979, em que se desfez dela e a obsequiou a João Paulo II.

Irena era a única que sabia os nomes e as direcções das famílias que albergavam as crianças judias; suportou a tortura e recusou-se a atraiçoar os seus colaboradores ou qualquer das crianças ocultas.

Quebraram-lhe os pés e as pernas além de lhe imporem inumeráveis torturas.

No entanto, ninguém pôde quebrar a sua vontade.

Assim, foi sentenciada à morte. Uma sentença que nunca se cumpriu, porque a caminho do lugar da execução, o soldado que a levava, deixou-a escapar.

A resistência tinha-o subornado, porque não queriam que Irena morrese com o segredo da localização das crianças.

Oficialmente figurava nas listas dos executados, daí que, a partir de então, Irena continuou a trabalhar, mas com uma identidade falsa.

Ao findar a guerra, ela mesma desenterrou os frascos e utilizou as notas para encontrar as 2.500 crianças que colocou em famíilias adotivas.

Reuniu-os aos seus parentes disseminados por toda a Europa, mas a maioria tinha perdido os seus familiares nos campos de concentração nazista.

As crianças só a conheciam pelo seu nome chave: Jolanta.

Anos mais tarde, a sua história apareceu num periódico acompanhada de fotos suas da época. Várias pessoas começaram a chamá-la para dizer-lhe

“Recordo a tua cara …sou uma dessas crianças,

devo-te a minha vida, o meu futuro e gostaria de ver-te…”

Irena tem no seu quarto centenas de fotos com algumas daquelas crianças sobreviventes ou com filhos delas:


O seu pai, um médico que faleceu de tifo, quando ela era ainda pequena, inculcou-lhe o siguinte:


“Ajuda sempre o que se está a afogar,

sem levar em conta a sua religião ou nacionalidade.

Ajudar cada dia alguém tem que ser uma necessidade

que saia do coração.”


Irena Sendler leva anos presa a uma cadeira de rodas, devido às lesões que suportou pelas torturas sofridas às mãos da Gestapo.


Não se considera uma heroína.

Nunca se atribuiu crédito algum pelas suas acções.


Sempre que a interrogam sobre o assunto, Irena diz:

"Poderia ter feito mais,

e este lamento continuará comigo até ao dia em que eu morrer.”

Não se plantam sementes de comida.

Plantam-se sementes de bondades.

Tratem de fazer um círculo de bondades,

estas vos rodearão e vos farão crescer mais e mais”.

Irena Sendler


No Caminho, com Maiakóvski
(Eduardo Alves da Costa)

Assim como a criança humildemente afaga
a imagem do herói, assim me aproximo de ti, Maiakóvski.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombrocom um poeta soviético.

Lendo teus versos,aprendi a ter coragem.
Tu sabes,conheces melhor do que eua velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flordo nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,matam nosso cão,
e não dizemos nada.

Até que um dia,o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer nada.
Nos dias que correm
a ninguém é dado repousar a cabeça
alheia ao terror.

Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.

No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas amanhã, diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade como um foco de germes
capaz de me destruir.


In: COSTA, Eduardo Alves da. No caminho, com Maiakóvski.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. (Poesia brasileira).

quarta-feira, junho 9

AO FINDAR O LABOR DESTA VIDA


Ao findar o labor desta vida

É evidente que lidar com a morte nunca foi e nunca será aceitável, naturalmente.

Por mais que venhamos a discutir sobre este tema, ele nunca será aceito de forma natural, principalmente, pelos familiares, mais próximos.

Infelizmente, o morrer está tão presente em nossos dias que só se sente atingido literalmente, por aqueles cuja saudade permanece eternamente.

A finitude só é menos dolorosa se for de forma preconcebida, onde houve uma permanente presença dos familiares.

Ninguém, em sã consciência, aceita uma morte, dentro de um hospital, clínica, etc., senão há "justa causa"

Mesmo porque estavam em poder de pessoas cujo único objetivo é salvar vidas. E em muitos casos, o paciente não está mal, pedindo a presença de familiares e lhe é negado este direito. Então, acontece o pior e ele desamparado, faz sua última viagem sem se despedir dos que ele tanto, almejou, ver.

A morte, em inúmeros casos, são por descaso.

Esta de dizer: Chegou a hora, era inevitável.!

Esta ideologia foi deturpada em muitas religiões e continuam sendo impregnada nas mentes mais vulneráveis.

Queridos! Não há momento mais duro do que este.

quarta-feira, junho 2


Minhas lágrimas nunca cessarão de rolar.
Mas, eu sei que um dia, Deus exugará deles toda lágrima,
e a morte não mais existirá,já não haverá mais luto, nem
pranto,nem dor, porque as primeiras coisas passaram.

sexta-feira, maio 14

ES: Governo trata organizações de DH como intrusos

Por José Rabelo, Jornal Século Diário


Intrusos. É assim que o governo Paulo Hartung classifica os representantes de organizações de defesa de direitos humanos que vêm ao Estado para apurar as denúncias de violações de direitos que se perpetuam no sistema carcerário do Espírito Santo há mais de uma década. As denúncias, cada vez mais contundentes, mancham a imagem do povo capixaba no Brasil e no mundo.

Nessa sexta-feira (5), não foi diferente. O secretário de Justiça Ângelo Roncalli deu uma ordem expressa para que os representantes da Justiça Global e Conectas, do Conselho Estadual de Direitos Humanos do Espírito Santo (CEDH-ES), do Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra (CDDH-Serra) e da Pastoral do Menor, se retirassem da Penitenciária Feminina de Tucum, em Cariacica.

A comissão legítima, que estava vistoriando os presídios do Estado desde a última quarta-feira (3), foi surpreendida com a determinação truculenta do governo. “Não nos deram explicação alguma, simplesmente pediram que nos retirássemos do interior do presídio poucos minutos após a nossa entrada”, contou a diretora da Justiça Global, Sandra Carvalho.

Sandra Carvalho disse que achou a determinação estranha, pois a comissão já havia visitado, nos dias anteriores, os DPJs de Cariacica e Vila Velha, o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cariacica e a Unidade de Internação Socioeducativa (UNIS), no mesmo município.

O presidente do CEDH-ES, Bruno Souza, declarou ao site da Justiça Global (www.global.org.br) que a expulsão reflete a falta de diálogo e de transparência com que o governo do Espírito Santo trata a questão do sistema prisional. “Tentam de todas as formas ocultar as graves violações de direitos humanos que acontecem sistematicamente nas unidades prisionais do estado. Frequentemente, o governo desrespeita decisões judiciais e determinações de organismos internacionais.”

A diretora da Justiça Global, que acompanha as situações de violações de direitos no sistema prisional capixaba há mais de cinco anos, concorda com Bruno Souza. Sandra lembrou que os conselhos e as organizações do Estado sempre foram impedidos de visitar as unidades prisionais, direito que é previsto em lei. Ela também reclama que o governo não tem se colocado aberto para o diálogo.

O advogado da Conectas, Samuel Friedman, que também participou das vistorias, além da expulsão sumária de Tucum, reclamou de outros impedimentos impostos pelo governo do Estado à comissão. “Fomos proibidos de entrar nos presídios com câmeras fotográficas. Assim fica difícil para materializarmos provas sobre as violações”. Friedman disse que a impressão que se tem e de que o governo quer “esconder alguma coisa”.

Mesmo cerceados, os membros da comissão conseguiram fotografar balas de borracha que teriam sido disparadas contra os detentos do CDP de Cariacica e as internas da Penitenciária de Tucum. Os próprios presos conseguiram entregar as balas aos representantes das organizações. Sandra Carvalho acrescentou também que havia marcas de tiros (armas de fogo) nas paredes das unidades que foram disparados de fora para dentro.


Histórico de intolerância

O governo do Estado passou a ser ainda mais intolerante com as organizações e com os conselhos de direitos humanos a partir de abril de 2009, após o ex-presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), Sérgio Salomão Shecaira, produzir um dos relatórios mais contundentes sobre a caótica situação do sistema penitenciário capixaba. À época, Shecaira comparou as “masmorras capixabas” aos campos de concentração nazistas da Segunda Guerra Mundial.

O relatório mobilizou uma verdadeira carreata de comissões de todo o País que queriam comprovar se as atrocidades relatadas por Shecaira não eram exageradas. O relatório, ratificado pelo Conselho Nacional de Justiça e pela Comissão de Direitos da Pessoa Humana da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – só para citar dois exemplos -, foi parar na mesa do procurador geral da República com um pedido de intervenção federal no Estado, tal era a gravidade das violações.

Comprovando mais uma vez a intolerância do governo capixaba para com o diálogo, Shecaira saiu do Estado sem conseguir discutir os problemas de violações de direitos com os secretários da Justiça e da Segurança, respectivamente, Ângelo Roncalli e Rodney Rocha Miranda, que foram refratários aos pedidos de reunião do ex-presidente do CNPCP.

A tropa de choque do governo tratou a visita de Shecaira como perseguição política ao Espírito Santo. Chegaram a dizer coisas absurdas como: “Se fosse com Minas Gerais, que tem um bancada grande, duvido que eles tivessem coragem de pedir intervenção”.Além disso: “bisbilhoteiro, intrometido” e até “aloprado” foram alguns dos impropérios disparados pelas autoridades do governo contra o ex-presidente do CNPCP.

Na queda de braço com Shecaira, o governo Paulo Hartung levou a melhor. Logo após o pedido de intervenção cair na imprensa, o ministro da Justiça, Tarso Genro, saiu em defesa do Espírito Santo e desautorizou o Shecaira ao anunciar que haveria outra saída que não a intervenção para o Estado.

Em agosto do ano passado, Shecaira deixou a presidência do CNPCP alegando que um dos motivos de sua saída era a crise no sistema penitenciário do Espírito Santo. “Infelizmente, o Ministério da Justiça não me deu o respaldo esperado para resolver os problemas no sistema carcerário do Espírito Santo. Não me restou alternativa, a não ser sair”.

A iniciativa de levar os casos de violações de direitos a instâncias internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e Organizações dos Estados Americanos (OEA), está sendo a saída encontrada pelas organizações não-governamentais para manter as denúncias na pauta.

Segundo o advogado Samuel Friedman, a Conectas tem status consultivo no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Friedman explicou que a vinda da Conectas ao Espírito Santo atendia a uma demanda da ONU. “Essa visita é complementar a primeira que fizemos em novembro do ano passado, também em conjunto com a Justiça Global e com os conselhos de direitos humanos do Espírito Santo. Friedman afirmou que, a partir dos novos dados coletados, a comissão vai concluir o relatório e enviá-lo às comissões de Torturas e Execuções Sumárias da ONU e à OEA. Ele disse ainda que o documento, no Brasil, será encaminhado ao CNJ, às comissões de direitos humanos do Senado e da Câmara e inclusive à Procuradoria Geral da República, que continua analisando o pedido de intervenção federal no Estado.

O advogado da Conectas também informou que em março, durante a reunião regular da ONU, em Genebra, as organizações não-governamentais serão ouvidas no Conselho de Direitos Humanos da ONU e os casos de violações no Espírito Santo entrarão na pauta internacional.

O Conselho dos Direitos Humanos da ONU, instituído em março de 2006, é formado por 47 países. Sua criação foi marcada por uma polêmica envolvendo os Estados Unidos, as Ilhas Marshall, Palau, e Israel, países que votaram contra a criação do novo Conselho.

Os Estados Unidos justificaram seu voto contrário alegando que haveria pouco poder envolvido no Conselho e não se conseguiria evitar os abusos contra os direitos humanos que acontecem em todo o mundo.


fonte: Justiça Global