Um Ensaio sobre a vida!
Minhas lágrimas nunca cessarão de rolar.
Mas, eu sei que um dia, Deus exugará deles toda lágrima,
e a morte não mais existirá, já não haverá mais luto, nem
pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.
domingo, setembro 19
SAUDADES DA PÁTRIA
Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião.
Nos salgueiros que lá havia, pendurávamos as nossas harpas, pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres, dizendo:
Entoai-nos algum dos cânticos de Sião.
Como, porém, haveríamos de entoar o canto do SENHOR em terra estranha?
Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita.
Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir eu a minha maior alegria.
Contra os filhos de Edom, lembra-te, SENHOR, do dia de Jerusalém, pois diziam: Arrasai, arrasai-a, até aos fundamentos.
Filha da Babilônia, que hás de ser destruída, feliz aquele que te der o pago do mal que nos fizeste.
Feliz aquele que pegar teus filhos e esmagá-los contra a pedra.
domingo, agosto 8
Poderia dizer que não sou corrupta. Não sou literalmente! O que dizer da nossa moeda que não devolvem o troco de centavos e nos rendemos diante de tal comportamento dos comerciantes e banqueiros? Diretamente não sou.
Há bem pouco tempo, numa compra pedi o troco de R$ o centavos. a A caixa do supermercado abriu a gaveta, me devolvendo, sem reclamar. Pasmem! Agaveta estava abarrotada de moedas de 0,1 centavo.
Ontem fiz um pagamento no banco com todo mês o faço, no valor R$000,07 centavos e o caixa me cobrou 000, 10 centavos, sem nenhuma explicação. Aí alguém pergunta:
Como você viu estas moedas?
Moro no Interior e, ainda não corremos o risco de sermos assaltados nas ruas.
O que eu tenho a ver com a corrupção?
I
Indiretamente, contribuo para tal comportamento corrupto.
Para onde estão indo estas moedas de R$0,1 centavo? Se eu cobro, faço questão de pouca coisa. Pouca coisa? E para os banqueiros, comerciante?
segunda-feira, julho 26
O Paradoxo do Nosso Tempo
Nós amamos raramente, e odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver.
Adicionamos anos à nossa vida, e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas não cruzamos a rua pra encontrar um novo vizinho.Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; Dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; Escrevemos mais, mas aprendemos menos; Planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores, mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;
Tempo do homem grande de caráter pequeno;
Dos lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis. Dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar em “delete”.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua esposa (o) e às pessoas que ama.
Mas em primeiro lugar, se ame... se ame muito e a Deus sobre todas as coisas. Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.
Por isso, valorize sua família e as pessoas que fazem parte de sua vida.
É POR TUDO ISSO QUE DIGO:EU TE AMO!George Carlin
quarta-feira, julho 14
Irena Sendler - A mãe das crianças do Holocausto

Enquanto a figura de Óscar Schindler era aclamada pelo mundo graças a Steven Spielberg, que se inspirou nele para rodar a película que conseguiria sete prémios Oscar em 1993, narrando a vida deste industrial alemão que evitou a morte de 1.000 judeus nos campos de concentração, Irena Sendler continuava a ser uma heroína desconhecida fora da Polónia e apenas reconhecida no seu país por alguns historiadores, já que, nos anos de obscurantismo comunista, tinham apagado a sua façanha dos livros oficiais de história.
Na sua investigação conseguiram muito poucas referências sobre Irena. Só tinham um dado surpreendente: tinha salvo a vida de 2.500 crianças.
A grande surpresa chegou quando, depois de procurar o lugar da tumba de Irena, descobriram que não existia a dita tumba, porque ela ainda vivia, …e de facto ainda vive…
De imediato se pôs em contacto com as famílias às quais lhes ofereceu levar os seus filhos para fora do ghetto…
A única certeza era que as crianças morreriam, se permanecessem nele.
As mães e as avós não queriam separar-se dos seus filhos e netos. Irena entendia-as muito bem, pois ela mesma era mãe, e sabia perfeitamente que, de todo o processo que ela levava a cabo com as crianças, o momento mais duro era o da separação.
Algumas vezes, quando Irena ou as suas ajudantes voltavam para visitar as famílias e tentar fazê-las mudar de opinião, descobriam que todos tinham sido levados de comboio para os campos da morte.
Cada vez que lhe acontecia algo deste género, lutava com mais força por salvar mais crianças.
Conseguiu recrutar pelo menos uma pessoa de cada um dos dez centros do Departamento de Bem-estar Social.
Queria que um dia pudessem recuperar os seus verdadeiros nomes, a sua identidade, as suas histórias pessoais, as suas famílias.
Conservou-a como o resultado de um acaso milagroso naqueles duros momentos da sua vida, até ao ano de 1979, em que se desfez dela e a obsequiou a João Paulo II.
Irena era a única que sabia os nomes e as direcções das famílias que albergavam as crianças judias; suportou a tortura e recusou-se a atraiçoar os seus colaboradores ou qualquer das crianças ocultas.
No entanto, ninguém pôde quebrar a sua vontade.
Reuniu-os aos seus parentes disseminados por toda a Europa, mas a maioria tinha perdido os seus familiares nos campos de concentração nazista.
As crianças só a conheciam pelo seu nome chave: Jolanta.
Anos mais tarde, a sua história apareceu num periódico acompanhada de fotos suas da época. Várias pessoas começaram a chamá-la para dizer-lhe
“Recordo a tua cara …sou uma dessas crianças,
devo-te a minha vida, o meu futuro e gostaria de ver-te…”
Irena tem no seu quarto centenas de fotos com algumas daquelas crianças sobreviventes ou com filhos delas:

O seu pai, um médico que faleceu de tifo, quando ela era ainda pequena, inculcou-lhe o siguinte:
sem levar em conta a sua religião ou nacionalidade.
Ajudar cada dia alguém tem que ser uma necessidade
que saia do coração.”
Irena Sendler leva anos presa a uma cadeira de rodas, devido às lesões que suportou pelas torturas sofridas às mãos da Gestapo.
e este lamento continuará comigo até ao dia em que eu morrer.”
Não se plantam sementes de comida.
Plantam-se sementes de bondades.
estas vos rodearão e vos farão crescer mais e mais”.
Irena Sendler

Assim como a criança humildemente afaga
Lendo teus versos,aprendi a ter coragem.
Tu sabes,conheces melhor do que eua velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
Na segunda noite, já não se escondem:
Até que um dia,o mais frágil deles
E já não podemos dizer nada.
Nos dias que correm
Os humildes baixam a cerviz;
No silêncio de meu quarto
In: COSTA, Eduardo Alves da. No caminho, com Maiakóvski.
quarta-feira, junho 9
AO FINDAR O LABOR DESTA VIDA

Ao findar o labor desta vida
É evidente que lidar com a morte nunca foi e nunca será aceitável, naturalmente.
Por mais que venhamos a discutir sobre este tema, ele nunca será aceito de forma natural, principalmente, pelos familiares, mais próximos.
Infelizmente, o morrer está tão presente em nossos dias que só se sente atingido literalmente, por aqueles cuja saudade permanece eternamente.
A finitude só é menos dolorosa se for de forma preconcebida, onde houve uma permanente presença dos familiares.
Ninguém, em sã consciência, aceita uma morte, dentro de um hospital, clínica, etc., senão há "justa causa"
Mesmo porque estavam em poder de pessoas cujo único objetivo é salvar vidas. E em muitos casos, o paciente não está mal, pedindo a presença de familiares e lhe é negado este direito. Então, acontece o pior e ele desamparado, faz sua última viagem sem se despedir dos que ele tanto, almejou, ver.
A morte, em inúmeros casos, são por descaso.
Esta de dizer: Chegou a hora, era inevitável.!
Esta ideologia foi deturpada em muitas religiões e continuam sendo impregnada nas mentes mais vulneráveis.
Queridos! Não há momento mais duro do que este.



